História do Vinho Pêra-Manca
2026-10-07
A história do Pêra-Manca confunde-se com a própria história vitivinícola de Portugal e as suas raízes remontam aos tempos medievais. O nome tem origem no toponímico da herdade situada nos arredores de Évora, marcada por formações graníticas oscilantes conhecidas como "pedras mancas" ou "pedras baloiçantes".
Séculos XV e XVI: O vinho da região de Pêra-Manca é documentado desde finais do século XV, surgindo inclusive referenciado em correspondência do rei D. João II à Câmara de Évora em 1488. A tradição histórica aponta ainda que terá sido um dos vinhos transportados pelas naus de Pedro Álvares Cabral na viagem de 1500, tendo servido para brindar ao encontro com os povos indígenas no Brasil.
Século XIX e a Casa Soares: No final do século XIX, o Conselheiro José António d’Oliveira Soares adquiriu a propriedade e transformou o Pêra-Manca num dos vinhos mais sofisticados e premiados da época. Com a devastação causada pela filoxera e a morte do proprietário, a produção foi interrompida durante décadas.
O Renascimento na Fundação Eugénio de Almeida: Em 1987, os herdeiros da Casa Soares cederam os direitos da marca à Fundação Eugénio de Almeida. Sob a chancela da Adega Cartuxa, o Pêra-Manca renasceu com a colheita de 1990, mantendo no rótulo uma adaptação do célebre desenho original do mestre aguarelista Roque Gameiro.
Considerações de Mercado
O Pêra-Manca Tinto situa-se no topo da pirâmide dos vinhos portugueses de culto, sendo um dos rótulos mais valorizados e procurados a nível internacional:
Estatuto de Vinho de Exceção: O Pêra-Manca Tinto não é produzido todos os anos. Apenas é engarrafado quando a qualidade das uvas (de talhões selecionados com mais de 35 anos) e as condições climatéricas atingem padrões estritos de excelência.
Escassez e Valorização Económica: Com tiragens limitadas e um estágio obrigatório de vários anos em cave antes do lançamento comercial, o vinho entra no mercado como um bem de luxo e peça de coleção. O seu preço médio de lançamento ultrapassa frequentemente as centenas de euros por garrafa, sofrendo forte valorização no mercado secundário e em leilões.
Forte Presença Internacional: É particularmente disputado no mercado brasileiro, angolano, norte-americano e no segmento de alta restauração e hotelaria de luxo em toda a Europa.
Segurança e Autenticação: Devido à sua cotação e exclusividade, a Fundação Eugénio de Almeida implementa sistemas avançados antifalsificação, como selos de segurança holográficos numerados e garrafas com rastreabilidade individual.
Impacto Social: Ao contrário de marcas puramente comerciais, as receitas geradas pelas vendas do Pêra-Manca revertem a favor dos projetos culturais, educativos e assistenciais promovidos pela Fundação Eugénio de Almeida no distrito de Évora.
Medalhas, Pontuações e Distinções
A notoriedade do Pêra-Manca é chancelada por sucessivos prémios históricos e avaliações de topo da crítica especializada internacional e nacional:
Prémios Históricos: No século XIX, o vinho arrecadou distinções internacionais de relevo, como a Medalha de Prata na Exposição de Bordeus (1897) e a Medalha de Ouro na Exposição Colonial de Otava (1898).
Crítica Internacional:
Robert Parker / Wine Advocate: Colheitas anteriores e recentes mantêm pontuações habitualmente situadas entre os 93 e 96 pontos, sendo elogiadas pela densidade, mineralidade e longevidade.
Wine Enthusiast: Várias colheitas atingiram entre 95 e 96 pontos, tendo rótulos da marca integrado o prestigiado top mundial “The Enthusiast 100”.
Wine Spectator: Presença constante nos rankings dos melhores vinhos da Península Ibérica, com classificações de topo.
Crítica Nacional (Colheita de 2018):
Revista Grandes Escolhas: Classificado com 19 em 20 valores, destacando a sua "secura gastronómica, perfil clássico, complexidade aromática e final amplo e generoso".
Revista de Vinhos: Frequentemente distinguido com o galardão de Excelência e colocado entre os Melhores de Portugal.
PERA MANCA TINTO 2018 ALENTEJO TINTO 75CL - Disponível em:
https://garrafeira.aqui-online.pt/produto-detalhe.php?id=11788&p=pera-manca-tinto-75cl
Produtor e Região: Fundação Eugénio de Almeida (Adega Cartuxa), Évora, Alentejo (DOC Alentejo).
Castas: Trincadeira e Aragonês, provenientes de vinhas selecionadas com mais de 35 anos.
Vinificação e Estágio: Fermentação em balseiros de carvalho francês com temperatura controlada, seguida de maceração pós-fermentativa. Estagiou 18 meses em tonéis de carvalho francês e repousou pelo menos 4 anos em cave na garrafa antes de ser lançado para o mercado.
Perfil de Prova: Cor granada profunda e densa. Apresenta um aroma complexo e austero, com notas de frutos pretos maduros, resinas, especiarias e tosta nobre. No paladar revela grande estrutura e elegância, taninos firmes e polidos, acidez equilibrada e um final notavelmente longo e persistente.
Potencial de Guarda: Excecional (várias décadas em condições adequadas de cave).
Serviço e Harmonização: Servir entre 16 °C e 18 °C (aconselha-se decantação prévia). Ideal com pratos de caça, carnes vermelhas maturadas e queijos de cura prolongada.

Botas Militares 511
Botas Militares: Resistência e Estilo para Todas as Aventuras
As botas militares são muito mais do que simples calçados. Elas são sinônimo de resistência, durabilidade e

Prata Dourada
Prata Dourada: Um Brilho Atemporal
Prata dourada é uma combinação que une a elegância da prata com o brilho do ouro, resultando em peças com um visual único e sofisticado.